Segunda-feira, Dezembro 08, 2008

Cuide de sua vida.

Por mais incoerente, desinteressante e morna que seja, será sempre de sua inteira responsabilidade, somente sua, mesmo que outros cisquem sobre a linha que você traça só.

Cobra-Rei e a Múmia da Barriga Cortada.

Era para ser uma cirurgia relativamente simples. Se é que existe cirurgia simples.

Aí deu zebra:

1-Versão dos Cirurgiões:
O corte precisou ser mais extenso que o programado. A altura já não suportava a anestesia peridural e tiveram que entrar com anestesia geral. O velho umbigo todo torto e meio bichado, não agüentou ser visto daquela forma e evoluiu para uma reestruturação. Daí um dia a mais internado.

2-Versão dos feiticeiros:
Logo no primeiro corte, saltou da barriga do paciente - tipo assim um filhote de alien - uma Naja de mais ou menos cinco centímetros de comprimento dando bote pra tudo o que é lado. Foi um corre-corre dos diabos, pois todos sabem que uma Cobra-Rei, mesmo pequena, carrega veneno suficiente para mandar uns dois ou três conversar com Anúbis, na horizontal.
Alguém (até nos comentários) sugeriu a hipótese de ser apenas uma lombriga ou uma solitária, mas o feiticeiro-chefe logo descartou. Alegou nunca ter visto lombriga dando botes e nem solitária com presas. Daí um dia a mais internado.

3-Versão dos Embalsamadores:
Considerando que o cadáver ainda está vivo, estamos devolvendo o dito. Enquanto os feiticeiros davam no pé.

É só assim, meio-barro-meio-tijolo, que quero lembrar do que aconteceu no hospital. Foi dose!

Terça-feira, Novembro 25, 2008

ESTRELAS MUDAM DE LUGAR

- como vai?
- indo. sabe, as coisas vão.
- só vão. e é no vão que elas vem.
- e todos vêem.
- e as coisas só são.
- tudo é são, tudo é sim.
- tudo é vão, tudo é sem.
- (tudo, tudinho)
- e ainda: é. sim.

CONTRIÇÃO.

Cansei dessa necessidade que todos parecem ter de expor suas opiniões e depois verem-se compelidos a justificá-las, argumentá-las, passionalizá-las, asseverá-las a ferro e fogo. Certas discussões me lembram aquelas intermináveis mesas-redondas de futebol, em que uma bancada repleta de palpiteiros discute ad nauseam se tal jogador estava impedido, se tal lance foi pênalti ou não, e a troco de quê? Do mais rotundo e absoluto nada.

Já briguei demais com pessoas importantes em minha vida movido por essa vaidade estúpida de querer provar as minhas verdades. Estou saturado de viver em um ambiente cercado de palpiteiros patológicos que, subitamente, tornam-se experts sobre qualquer assunto que esteja sob o imediato foco midiático. Não quero provar que o meu gosto musical é mais refinado, que a minha opinião sobre o porte de armas é melhor argumentada que a sua, que eu li um porrilhão de livros e isso me torna um sujeito mais culto, que eu sou bacana e cool e blasé e indie e antenado.

A compreensão de que minha opinião sobre qualquer assunto é tão relevante quanto saber a cor da tampa do ralo do banheiro público da praça é algo que ainda apreendo aos poucos, e faz parte do paulatino e dolorido processo de tentar me tornar uma pessoa melhor. Um dia ainda hei de saber filtrar a arrogância, o cinismo e o ceticismo que envenenaram minhas palavras em certos bate-bocas, discussões, e-mails (quem afirma algo como "se eu pudesse voltar atrás faria tudo exatamente igual" é um contumaz imbecil).

Pretendo, pois, limitar minha participação em embates verbais exclusivamente a situações in loco, ao lado de amigos que me vejam olho no olho e saibam reconhecer meus momentos de ironia, convicção, sarcasmo e, sobretudo, fraqueza.

Matemática: a proporcionalidade.

O conceito de proporcionalidade e o raciocínio proporcional estão de tal forma interligados que não se pode mencionar um sem se referir o outro, tendo ambos grande importância no currículo de Matemática.

O raciocínio proporcional é fundamental na aprendizagem da Aritmética, Números e Medidas, bem como na aquisição de conceitos algébricos. Do seu ponto de vista, o raciocínio proporcional requer: o reconhecimento de equivalência entre situações distintas; o pensar em termos relativos em vez de o fazer em termos absolutos; a determinação de relações de segunda ordem que ligam duas ou mais relações de primeira ordem.

Por exemplo: o que representa maior desperdício: manter a tevê ligada desnecessariamente por uma hora enquanto dorme ou cochila, ou perder o Dr. House? O desafio do raciocínio proporcional está na descoberta de possíveis vínculos dimensionais entre os objetos da análise; e o que se inicia quase como uma travessura intelectual pode, com algum esforço, chegar a um conjunto de afirmações matematicamente lógicas.

O raciocínio proporcional depende da aquisição de destrezas globais relacionadas com algumas estruturas cognitivas gerais e caracteriza-se por uma evolução crescente de competências locais. O desenvolvimento cognitivo que precede a evolução gradual destas competências locais assume grande importância na investigação e no ensino do raciocínio proporcional.

Quarta-feira, Outubro 29, 2008

Mais uma vez... Obrigado.

O silêncio, a frase parada no meio, a palavra abortada pela frieza instantânea do mesmo pensamento, ah!, o mesmo comportamento de sempre. O que se calou premeditadamente falou mais alto do que todos os discursos espontâneos, como - e porque - você quis. Obrigado.

Todo omisso é um traidor frio e passivo.

Quem se omite, seja por quais motivos for, trai os que nele depositaram algum tipo de confiança ou responsabilidade. Seja por covardia, má fé, ou por simples desprezo ao próximo, o omisso é aquele que não abre a boca, quando deveria, não se manifesta, quando era necessário, não toma partido, quando poderia evitar uma injustiça. É, enfim, um traidor frio, que deixa os outros agirem por ele e, quando, um dia, alguém lhe pergunta "mas por que você não falou nada? por que você não me disse? por que você não mostrou o que pensava?", ele dá de ombros, como se sua confiança nele depositada não valesse nada, ou, pior, como se estivesse absolutamente indignado pelo fato de você - ora, quem é você?! - estar ali, diante dele, cheio de cobranças. O omisso é alguém que se julga acima de qualquer vínculo, regra, ou obrigação, e não aceita que lhe cobrem posições, porque essas coisas só valem para os outros. No fundo, é um sujeito arrogante, sem nenhum respeito pelo próximo, do tipo que troca de companhia como quem troca de camisa: não serve mais, troca. É, portanto, perigoso, pois, sempre, inevitavelmente, deixará sozinho quem contava com ele. Não deve servir de apoio para ninguém, para nenhuma sociedade. (Detalhe: todo omisso o é por opção.) Pense nisso antes de... votar, por exemplo.

Voto nulo?

Voto nulo não existe: o que existe é eleitor que se anula diante da urna e mostra o que realmente é: um filhote de Pilatos, em questão de Política. Sujeitinho, do lado de lá da caixa, lava as mãos, como quem dissesse "não tenho nada com isso", e sai de consciência limpa como água de fossa. Pensa que não poderá ser cobrado por sua omissão, ou pior, acredita que poderá comemorar qualquer que seja o resultado das ações dos eleitos. Quem vota nulo não é, definitivamente, um cidadão consciente a protestar; é, ao contrário, um leviano covarde, quando não é um oportunista covarde, omisso e irresponsável.

Bons tempos.

Bons tempos eram aqueles em que acreditávamos no próximo.

O que conseguiu Brutus, ficando ao lado dos traidores?

Marcus Brutus Caesarem necat.
- Tu quoque, Brute, fili mi?
- Sic semper tyrannis!


Em 44 a.C., Marcus Junius Brutus, pretor romano, favorecido de Júlio César, foi um dos conjurados que, unidos, o apunhalaram nas escadarias do Senado, matando-o. O que motivou o afilhado insuspeito a apoiá-los? Servir aos interesses comuns dos conspiradores; negócios... apenas negócios.

Entretanto, depois da traição, Brutus teve de partir de Roma para Creta, uma forma de escapar à punição por haver, no passado, apoiado os atos de Júlio César, que agora eram considerados criminosos. Ou seja: assassinar o homem a quem ele apoiava não havia sido o suficiente para inocentá-lo perante os inimigos de César: em vez de ser premiado por participar do assassinato, como esperava, teve de sair de sua terra, para não ser morto também.

Em 43 a.C., Otaviano foi ordenado Cônsul romano e uma de suas primeiras medidas foi começar a perseguição aos assassinos de Júlio César, entre eles, claro, Brutus, que arregimentou um exército para defender-se. Mas não obteve sucesso e, 42 a.C., perdeu a segunda Batalha de Filipo para as forças comandadas por Marco Antônio e Otaviano, em 23 de outubro. Antes de ser capturado e morto, cometeu suicídio.

Seu corpo foi envolto em suas vestes mais caras e cremado. Suas cinzas, entregues a sua mãe. Sua esposa, ao saber de sua morte, também se matou. Segundo Plutarco, as últimas palavras de Brutus teriam sido: "por todos os meios, nós devemos voar; não com nossos pés, entretanto, mas com nossas mãos".

Coma irreversível.

O coração não pára de bater, mas a cabeça não voltará a brilhar.

Meus pêsames.

Somos responsáveis por nossas escolhas e suas conseqüências.

Futuro do pretérito.

Recordar é viver... no passado. Daqui em diante, esqueça.

Aqui, por exemplo.

Não me procure onde eu não estou. Aqui, por exemplo. Vê?

Sexta-feira, Setembro 19, 2008

A serpente.

A serpente obesa, oculta, observa; por trás de sua aparente fragilidade, sua natureza, traiçoeira, ameaçadora. Troca de pele, mas não deixa de ser o que é. Sorri com a presa sangrando entre os dentes, naturalmente. Morre pelo que é, não pelo que quer, nem pelo que faz.

Dica do dia:

Se você tem a chave do hospício nas mãos, não fique pedindo socorro, porque vão pensar que você é maluco.

Pensamento bônus: se você não tem a chave do hospício nas mãos, não peça socorro, do mesmo jeito, porque ninguém vai lhe dar ouvidos.

Quem acredita fala.

Quando há algo errado, quem acredita na capacidade de mobilização e no interesse dos ouvintes fala, porque acredita que, comentando, denunciando, apontando o dedo, contará com a colaboração, com o apoio de quem ouviu para corrigir ou combater "a coisa". A partir do momento em que se desiste de falar, em que se acredita que não mais vale a pena, a confiança nos outros já não existe. Silêncios revelam muita coisa.

Quinta-feira, Setembro 04, 2008

Ainda sem analgésico!



Devia estar olhando o mar. Em vez disso, minha testa lateja infernalmente. Conseqüência do trânsito das seis, do clima esquizofrênico de Campinas que amalgama quatro estações do ano em uma semana só, da sinusite latente, dos pressentimentos realistas, dos fatos irrevogáveis que movem os náufragos deste barco desnorteado dos nossos dias. As minhocas berram em uníssono no trapézio dos meus pensamentos, conspurcando o silêncio que não me deixa em paz. Neste exato momento, tudo que eu quero é recostar minha cabeça em um colo que cale todas as buzinas, telejornais, reprimendas imaginárias e cicatrizes que não sabem ficar caladas, e me faça esquecer de tudo que não seja Amor.

Cadê o Meu Analgésico??????




Ela veio no sábado (30/08/08). A dor começou na região frontal e foi para a parietal e occipital, depois pendulou para as temporais de um lado e outro da cabeça, como se a cefaléia fosse uma daquelas motocicletas que rodam naqueles Globos da Morte de circos.
Passada meia hora de incômodo crescente, senti minha testa repentinamente mais pesada, como se dois chumbinhos de pescar tivessem sido pregados em minhas pestanas. Caí prostrado na cama, olhando para o teto como se visse uma tela de cinema projetando um filme de terror estrelado pelas minhocas do meu cérebro.
De lá para cá a dor voltou a me espreitar diariamente, porém sem o mesmo impacto worldtradecenteriano da manhã de sábado. Fiquei tão encasquetado que acabei por fazer algo raríssimo em minha vida - marcar uma consulta no hospital. Depois dos exames de praxe, nada de significativo foi encontrado. Alguns possíveis motivos para o que me afligiu: ataque de rinite alérgica, stress, somatização de alguns acontecimentos, reação às bruscas mudanças climáticas que assolaram Campinas City nos últimos dias, yada yada yada.
Quarta-Feira, após receber o papel com alguns remédios receitados, brinquei com o Médico e falei:
- Bem, Doutor, o máximo que pode acontecer é eu morrer?!
- Nossa, nem brinque com isso!!! Disse o doutor
- retruquei: Tá bom, mas o dia em que eu perder meu senso de humor será o dia da minha morte?...

Há uma sutil diferença entre vivos e mortos




Os mortos não vivem mais. Vivos não descansam em paz. Mortos não saem dali. Ninguém sai vivo daqui. Vivos não sabem viver. Mortos souberam morrer. Há vivos mortos. Há mortos vivos. Mortos não mais importam. Vivos não mais se importam. Vivos são quentes; mortos são frios. Vivos estão cheios. Mortos são vazios. Vivos vêm e vão, ouvem, sabem e vêem, ou não; pensam e fazem, com ou sem razão. Vivos erram e sentem muito. Mortos não erram, e não sentem. Vivos são, de verdade. Mortos, não mentem.

Quarta-feira, Setembro 03, 2008

Aqui, onde haveria um post.

Pensamentos confusos, sentimentos contraditórios, eu silencio.

Sábado, Julho 19, 2008

Provérbio árabe.

Se é para bater, machuca; se é para dar de comer, sacia.

Sábado, Julho 12, 2008

Bicicletas!

Contra o sedentarismo, o estresse e o trânsito paulistanos: bicicletas! Elas fazem bem às pernas, aos pulmões, às artérias e às cabeças. Sem contar que aumentam o bronzeado, a felicidade e a vida...

Como pode?

Somos tantos, mas nossa vontade significa tão pouco. Como pode? Só há duas explicações cabíveis: ou não somos tantos assim (e, neste caso, há muitos de nós apenas fingindo ser o que não somos), ou não queremos de verdade (e, neste caso, há mais hipocrisia que verdade entre nós). Seja como for, por conveniência, falta de convicção, ou de caráter, participamos desse espetáculo em que uns abusam da desonestidade indisfarçada e outros parecem apenas esperar sua vez e reclamar da demora. Tudo bem, há ainda os omissos e os bestamente indignados, mas esses são como se nunca houvessem sido, então não contam mesmo... "Ser ou não ser, eis a questão".

Passatempo.

Viver não é brinquedo. Um dia descobrimos que nos perdemos.

Tempo frio.

Gente árida, de coração gelado, faz o mundo ranger os dentes.

Por mais que você confie num escorpião gente boa e amigão...

... só existe um jeito de ele não picar: fique longe do ferrão.

Afaste-se um pouquinho...

... e você descobrirá quem é verdadeiro e fiel, quem não é.

Honesta.

É a pessoa que não faz o que é errado, mesmo que possa.

Inimigo.

É um sujeito sorridente que faz você desconfiar de si mesmo.

Nada.

Não estou pensando em nada e é tudo em que estou pensando.

Quebrou? Quebrou. E aí? Jogue fora.

Sentimento reciclado? Desgosto dobrado. Gosta de encrenca?

Conheço gente.

Conheço gente que despreza o presente que lhe dão pelo futuro que lhe prometem. Conheço gente também que nunca se livra do peso do passado e, por isso, não dá conta de carregar o presente que está à disposição. Pensando nisso, acredito que nada é melhor do que estar bem com o que se tem, sem qualquer apego ao que já era, sem nenhum desespero pelo que há de ser. Gente boa, de verdade, é aqui e agora.

Não deixe para depois.

O que não se diz na hora certa é o que se grita na hora errada.

Desconfiança.

A desconfiança nasce e se alimenta de segredos e omissões.

Dica:

Verdade que não se diz é mentira que não se cala. Fale agora.

Cuidado.

Se o falso lhe parece verdadeiro, é sinal de que você não deu o devido valor ao que é de verdade. Esqueça tesouros escondidos: eles foram sepultados com os ossos de seus donos. Dedique sua vida ao que está vivo - antes que seja tarde.

Por quê?

Um mundo tão grande, um coração tão apertado?

Segunda-feira, Junho 23, 2008

Quanto todos gritam.

Faça um minuto de silêncio a mais e escute a voz da razão.

Novena.

Fim da novena. Fiz nove dias de silêncio, para ver se um pensamento bobo desaparecia. Funcionou! Ele sumiu! Consegui não fazer um comentário idiota que insistia em querer virar post. Se, por um lado, isso não revoluciona a internet, nem o universo dos blogs, por outro, deixa-me feliz. Isso é bom, sabe?

Sexta-feira, Maio 16, 2008

Cuide bem de suas feridas.

Feridas são inevitáveis, portanto, trate-as bem, para que cicatrizem; o que se pode evitar, dessa forma, são as infecções.

Pensamentos uniformes.

1. O que se pode esperar de uma pessoa que passa anos criticando uma atitude alheia, e, de repente, entra no esquema? Desonestidade.

2. Se não se quer experimentar a decepção, não se deve alimentar expectativas; mas, como viver sem contar com o próximo? Egoistamente.

3. O individualismo é o estilo de vida que garante a alguns a paz-de-espírito necessária para seguir tranqüilos e enxergar suas próprias traições cotidianas como atitudes banais.

4. Traição não é um míssil, que cai de repente, vindo do outro lado do planeta; é mais uma facada, vem de alguém muito próximo, insuspeitável, impiedosamente.

Sexta-feira, Maio 09, 2008

COMO SER DOIDO SEM ESFORÇO

Capítulo I - No trabalho

01. No seu horário de almoço, sente-se no seu carro estacionado, coloque seus óculos escuros e aponte um secador de cabelos para os carros que passam. Veja se eles diminuem a velocidade.

02. Sempre que alguém lhe pedir para fazer alguma coisa, pergunte: 'fritas acompanham o pedido?'.

03. Encoraje seus colegas de sala para fazer uma dança de cadeiras sincronizada com você.

04. Coloque a sua lata de lixo sobre a mesa e escreva "Entre" nela.

05. Sempre que alguém lhe falar alguma coisa, responda com "isso é o que você pensa".

06. Termine todas as suas frases com "de acordo com a profecia".

07. Ajuste o brilho do seu monitor para o que o nível dele ilumine toda a área de trabalho. Insista com os outros que você gosta desse jeito.

08. Sempre que possível, pule em vez de andar.

09. Mande e-mails para o resto da empresa para dizer o que você está fazendo. Por exemplo:"Se alguém precisar de mim, estarei no banheiro".

10. Coloque uma tela de mosquitos ao redor do seu cubículo. Toque um CD com sons da floresta durante o dia inteiro.

11. Faça seus colegas de trabalho lhe chamarem pelo seu apelido, "Duro na Queda".

12. Fale para o seu chefe "não, são as vozes na minha cabeça".

Quinta-feira, Abril 24, 2008

A amizade.

A amizade é um sentimento que pode ser comparado a um laço, que uns insistem em manter amarrado, outros fazem questão de deixar frouxo; triste é quando o destino prega a peça de atar uns e outros com o mesmo nó, pois o esforço de se tentar manter vivo um sentimento que só existe em um coração, não em dois, por vezes é humilhante, por vezes é demasiado, por vezes é doloroso, mas é sempre vão.

O brasileiro comum.

O brasileiro comum adora transgredir, aceita bem a idéia de extrapolar a escala da contravenção e até tornar-se criminoso; o que ele não suporta, não admite, de modo algum, é estar sob suspeita, ser investigado, ser "vítima" da possibilidade de ser desmascarado.

Tudo estará sempre bem, para ele, desde que "ninguém saiba, ninguém diga, ninguém aponte o dedo, ninguém acuse, ninguém ameace". É o poder tranqüilizante da substituição da realidade pela hipocrisia, na consciência de quem constrói uma sociedade em que "ser" é dispensável, "parecer" não é necessário, mas "ser desmascarado" é o que causa a verdadeira dor insuportável.

E isso não tem sequer ligação com o medo da punição, posto que se crê piamente na impunidade e na injustiça, neste país; a dor vem mesmo da sensação de se ter, de repente, a pele arrancada diante da platéia e, com isso, de se perder meia dúzia de aplausos, dois ou três afagos.

Justiça.

Ou eu a levo comigo e a alimento, em silêncio, com meus atos e meu jeito de ser, todos os dias, diante de todas as coisas, sem exceção, ou eu ajudo a matá-la. Sem meio-termo; sem isenção.

Difícil.

Há mentes mais difíceis de se abrir do que vidros de palmito.

Segunda-feira, Março 24, 2008

Assim são os amigos:

"Você daria a vida por mim? Eu lhe garanto: antes que o galo cante, você me negará três vezes."

(João, 13; 38)

Os bons.

Não precisaríamos ser "os bons", caso fôssemos unidos. A união nos deixaria igualmente "melhores". Mas...

Pior que a injustiça...

Pior que a injustiça, só mesmo a Justiça que não funciona.

Domingo, Março 16, 2008

Uma prostituta.

Uma prostituta todo mundo sabe o que faz, até às escondidas. Nesse sentido, é um trabalho mais honesto que o de muita gente que eu conheço.

Escolha.

Ou você é honesto, ou é profissional; você está no lugar errado.

Sábado, Março 15, 2008

Quem pode pode!








Aterrissou no aeroporto de Guarulhos, na noite de sexta-feira (29/02/08) na Grande São Paulo, o Ed Force One, o Boeing 757 da companhia Astraeus Airlines que transporta a banda Iron Maiden em sua turnê mundial, "Somewhere back in time". O grupo de heavy metal inglês faz três shows em sua passagem pelo Brasil, no dia 2 de março de 2008, em São Paulo, no dia 4, em Curitiba, e 5, em Porto Alegre. O avião ficou estacionado no Aeroporto Internacional de Viracopos em Campinas-SP e o meu Amigo Walter Alexande (camisa azul) aproveitou e tirou algumas fotos do Ed Force One e sua exótica tripulação.

O pouso da aeronave, que é pilotada pelo vocalista da banda Bruce Dickinson, se deu por volta das 19h45, de acordo com informações da assessoria de imprensa responsável pela divulgação dos shows no Brasil. Em entrevistas recentes à imprensa inglesa, Dickinson revelou que vinha pilotando aviões comerciais da companhia em seu período de férias.

Além dos integrantes da banda - Dickinson, Steve Harris (baixo), Dave Murray (guitarra), Adrian Smith (guitarra), Janick Gers (guitarra) e Nicko McBrain (bateria) - o Ed Force One carrega toda a equipe de profissionais que acompanha o Iron Maiden, além dos equipamentos do grupo, alocados em um compartimento nos fundos da aeronave.

Entrevista de Bruce Dickinson sobre a sua paixão em voar pode ser conferida no site: http://www.ironmaidenbrasil.com/site3/index.php?option=com_content&task=view&id=162&Itemid=39

Sábado, Março 08, 2008

Alcance o sucesso.

Seja frio, falso, calculista, enturmado, interesseiro e vença. Só não se esqueça de que um dia terá de ter deixado para trás todos os que o amaram e confiaram em você, ainda que você saiba que amor e confiança não têm valor, não fazem diferença, nem mesmo existem de verdade. Lembre-se: o honesto é um trouxa que não soube aproveitar suas chances e os críticos são só uns invejosos que ainda não puderam ser comprados. Goze o poder e não tenha vergonha de sair lambuzado, porque você pode, e a corrupção é um efeito colateral que só preocupa os perdedores. Deixe a moral e o caráter para quem não sabe ganhar dinheiro, fazer amigos e vencer na vida. Vá em frente, passe por cima: é assim que se chega ao topo - usando os tolos, sentimentalóides e covardes como tapetes e capachos. Seja feliz, se puder.

PS: Mas, pare o mundo que eu quero descer!

Fato e conseqüência.

Fato: sua Felicidade não está fora de você.
Conseqüência: se ela não estiver dentro de você, aí fodeu!

Sexta-feira, Fevereiro 29, 2008

4, 8, 15, 16, 23 e 42.


Equação de Valenzetti

Domingo, Fevereiro 24, 2008

Ninguém pode estragar o seu dia, a menos que você permita...

Paulo acompanhava seu amigo Daniel à banca de jornal. Chegando lá Daniel cumprimentou o jornaleiro amavelmente mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, Daniel sorriu atenciosamente e desejou um bom final de semana.
Quando os dois amigos desciam pela rua, Paulo perguntou:
- Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?
-Sim, infelizmente é sempre assim.
-E você é sempre tão atencioso e amável com ele?
-Sim, sou.
-Por que você é tão bem educado, já que ele é tão rude com você?
-Porque não quero que ele decida como eu devo agir.

E assim deve ser. Devemos permanecer de pé perante as dificuldades e não permitir que acabe com nossa Fé. Não devemos nos curvar diante de qualquer vento que sopra, nem estar à disposição do mau humor, da impaciência e da raiva.Não deixe que nada interfira na sua maneira de ser, não se deixe envolver pela negatividade dos outros. Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos os ambientes.


Por: Luiza C. Zanette
Campinas-SP

Limite.

Você vai até a ponta de seu nariz; a partir daí, é o outro.


Será???!!!

Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008

Pesadelo.

Muros, difusos, acompanham-nos; sombras, concretas, estáticas.

Realidade.

Muros, concretos, estáticos; sombras, difusas, acompanham-nos.