quarta-feira, maio 30, 2007

Frustrante.

Trabalhar, trabalhar, trabalhar, trabalhar e não ver o resultado.

Uns amigos, eu perdi.

Uns amigos, eu perdi por idealizar, outros, por desconfiar; todos, por desconhecer. Não; na verdade, quando aconteceu, eu me afeiçoara às imagens que havia construído sozinho, não aos amigos em si. A amizade não se sustenta nos sonhos. Não existem amigos virtuais; com sorte, quando existem, amigos são reais ou não são verdadeiros.

Tudo bem. Sou fraco.

Não consigo odiar quem amo, não sei amar quem odeio. O resto todo eu invento.

O valor da ignorância.

Amanhã, muita coisa vai mudar, sem que você perceba, sofra, sinta, saiba, faça nada - eis o valor da ignorância.

A inveja é rancorosa.

Invejosos não precisam de motivo para odiar o invejado; a razão está implícita, a causa é tácita.

Lá, no curto prazo.

É mais feliz quem tem menos juízo. Ah, se a vida fosse mais longa! Todos os certinhos seriam felizes... Mas, de que adianta rir por último, quando se podia ter sido feliz tão mais cedo?

O Tolo.

Deposita esperanças nos mentirosos; semeia a decepção. No campo das afetividades, ervas daninhas ocupam o espaço do cultivo. Quer abraçar o joio e o trigo.

Questão de fé.

Existe vida além da empresa*. O emprego é apenas um estágio no caminho da evolução. Temos de estar preparados para o que existe além dos portões da organização, de ter consciência de que não "somos" empregados, apenas o "estamos", temporária, indeterminada, mas não inexoravelmente.

*Empresa: É o lugar em que você aceita ser quem não é, só por dinheiro.

Resiliência

do Lat. resilientia, resilire, recusar, voltar atrás
s. f., Mecân.,
capacidade de resistência ao choque de um material, definida e medida pela energia absorvida pela ruptura de uma amostra de secção unitária desse material;
energia necessária por unidade de volume para deformar um corpo elástico até ao seu limite de elasticidade.

Portanto Cuidado

Não se pode ir, ao mesmo tempo, para a direita e para a esquerda; até o mais elástico dos elásticos se rompe uma hora.

Jamais teste a minha paciência.

E o medo?

Faça algo útil com sua revolta. Vá além do palavrão. Considere a possiblidade de uma explosão ser bem melhor do que nada.

quarta-feira, maio 09, 2007

Gêmeos, eterna sina!


Há dias em que a auto-crítica sacaneia a auto-estima e eu gostaria de ser outro, ou de, pelo menos, não ser quem sou; hoje foi um deles. Amanhã, quem sabe?

(Acho que sei o que é isso: é o resultado da desnutrição dos sonhos, um tipo de carência vitamínica no corpo lúdico da vida. Seja como for, o responsável sou eu, não ele.)