sexta-feira, setembro 19, 2008
A serpente obesa, oculta, observa; por trás de sua aparente fragilidade, sua natureza, traiçoeira, ameaçadora. Troca de pele, mas não deixa de ser o que é. Sorri com a presa sangrando entre os dentes, naturalmente. Morre pelo que é, não pelo que quer, nem pelo que faz.
Dica do dia:
Se você tem a chave do hospício nas mãos, não fique pedindo socorro, porque vão pensar que você é maluco.
Pensamento bônus: se você não tem a chave do hospício nas mãos, não peça socorro, do mesmo jeito, porque ninguém vai lhe dar ouvidos.
Pensamento bônus: se você não tem a chave do hospício nas mãos, não peça socorro, do mesmo jeito, porque ninguém vai lhe dar ouvidos.
Quem acredita fala.
Quando há algo errado, quem acredita na capacidade de mobilização e no interesse dos ouvintes fala, porque acredita que, comentando, denunciando, apontando o dedo, contará com a colaboração, com o apoio de quem ouviu para corrigir ou combater "a coisa". A partir do momento em que se desiste de falar, em que se acredita que não mais vale a pena, a confiança nos outros já não existe. Silêncios revelam muita coisa.
quinta-feira, setembro 04, 2008
Há uma sutil diferença entre vivos e mortos

Os mortos não vivem mais. Vivos não descansam em paz. Mortos não saem dali. Ninguém sai vivo daqui. Vivos não sabem viver. Mortos souberam morrer. Há vivos mortos. Há mortos vivos. Mortos não mais importam. Vivos não mais se importam. Vivos são quentes; mortos são frios. Vivos estão cheios. Mortos são vazios. Vivos vêm e vão, ouvem, sabem e vêem, ou não; pensam e fazem, com ou sem razão. Vivos erram e sentem muito. Mortos não erram, e não sentem. Vivos são, de verdade. Mortos, não mentem.

