segunda-feira, janeiro 21, 2008

Perdão !

A pessoa que foi ferida carrega a dor e a lembrança dos acontecimentos; mas, quem fere, normalmente, esquece, nem sabe o que fez.

O responsável pela ofensa não carrega o peso de seus atos e vive bem, feliz, segue seu caminho sem mágoas. Não adianta a pessoa ferida desejar que seu sofrimento alcance o agressor, pois não alcançará. Aos olhos dos outros, que ignoram o que foi feito no passado, a imagem triste e dolorosa quem foi ferido é motivo de desconfiança ou justificativa para o afastamento; por outro lado, o agressor caminha leve, alegre, atraente.

A pessoa ferida sangra, dá medo; o agressor sorri, tem o semblante plácido, atrai muitos amigos com seu vigor, energia e determinação. A pessoa ferida carrega a derrota no olhar; o agressor é um vitorioso.

Todo o peso da agressão sofrida se deposita sobre a vítima, sua dor o faz arrastar-se pela vida, impedindo-a de seguir seu caminho natural e de alcançar seus objetivos. Muitas vezes, do sofrimento guardado nasce o desejo de vingança que altera o caminho natural de quem se feriu, colocando em sua mente a imagem de um caminho a seguir que não é mais o dessa pessoa e sim a sombra do caminho do agressor. A vítima passa a seguir o rastro de quem a fez infeliz e, nisso, cada novo passo dado a distanciará do lugar onde deveria chegar e a aproximará de uma nova agressão, ou de uma sucessão de vazios.

O sofrimento guardado e a repetição continuada da imagem mental da agressão vivida impede a cicatrização da ferida, inflamando-a e aumentando-a incontrolavelmente.

Para ser feliz, perdoe e siga seu caminho em paz. Seque suas feridas e deixe a Vida encarregar-se de seus propósitos.

Ninguém conhece a dor pela qual você está passando, ninguém a conhecerá. Diante dessa verdade, você pode voltar-se contra quem quer ver você recuperado e feliz ou continuar a sofrer e acreditar que estão todos contra você. Mas a verdade é que ninguém gosta de seu sofrimento, livre-se dele se quiser que as pessoas se aproximem. Ninguém quer lamber suas feridas, livre-se delas se quiser que o abracem novamente. Ninguém quer ouvir seus gemidos e lamentações, arrange algo bom para dizer quando alguém se aproximar.

Perdoe. Faça isso, se for capaz de amar alguém, mais do que ama o seu sofrimento. Faça isso, se for capaz de querer alguém, mais do que quer o seu agressor. Livre-se de seu passado, ele só existe em sua cabeça, em seu coração; não voltará, nunca existiu para mais ninguém.

domingo, janeiro 13, 2008

Querido desejo:

Por gentileza, retire sua senha, vá ao fim da fila, aguarde sua vez e aproveite o tempo para transformar-se em um projeto viável; da metamorfose depende a adequação e desta, a realização. Tranqüilidade, perseverança, paciência, sucesso.

Já dizia o Eclesiastes

Há dois mil anos atrás!!!

"Debaixo do sol não há nada novo, não seja bobo meu rapaz"...

Fonte: Eclesiastes 1,9-11.

Doido. Normal.

Doido pensa que é normal, age como doido. Normal pensa que é doido, age como normal. Doido sente isso na pele. Normal é insensível.

Como nunca diria o Pedro Bial...

O BBB-8 já é um sucesso; se bobear, até a Britney Spears! O brasileiro médio é aquele que declara a vida inteira que odeia o BBB, mas, se o convidarem, ele participa; se o pagarem, ele jura que ama; e, se exibirem, ele assiste.

Troque o BBB do parágrafo anterior por qualquer coisa, ainda que desonesta, vergonhosa, ou pouco digna, e ainda continua fazendo sentido.

PS: Big Bosta Brasil.

O problema é seu.



Resolva-o, ou livre-se dele, mas faça-o rápido, antes que você se acostume a carregá-lo e perca a perspectiva e a credibilidade. O pior de um problema é quando você não o resolve por haver-se afeiçoado a ele ou àqueles que se aproximaram de você por piedade, maldade, ou curiosidade. Não tenha medo de perder quem não o ajuda em nada, pois, na realidade, você não "tem" ninguém além de si mesmo a seu lado. Lembre-se: o companheirismo não resiste a uma saca de sal.

TV digital.

Febre. Malucos estão ávidos por celulares que captem o sinal da tevê digital. Para quê? Assistir ao futebol numa tela de duas polegadas no busão? Isso mesmo. É o resultado da convergência digital aplicado a um mundo em que as pessoas querem sempre mais do mesmo.

Pior que assistir a uma partida de futebol na Globo, só mesmo assistir a uma partida de futebol na Globo em uma minúscula telinha de celular. Pior para mim, porque há quem o deseje e, para esses, é um prato cheio. A indústria tratará de alimentá-los, fornecendo-lhes todo um gigantesco cardápio de opções, para que escolham e recebam o que já tinham antes, só que a preços novos, claro.

Fulano gasta mais de sete mil reais na aquisição de uma tevê de tela grande para sua sala e três mil num aparelho celular minúsculo, com o objetivo de ver a mesma coisa nos dois aparelhos. É maluquice. É normal. É um sonho estúpido como qualquer outro, acalentado equivocadamente como necessidade.