sábado, dezembro 30, 2006
Hoje, no Rio, uns seres desumanos, entregues em vida, de corpo e alma, aos demônios, atearam fogo a vários ônibus, um deles com turistas que voltavam para São Paulo, matando alguns passageiros, ferindo outros tantos, apavorando a todos. Enquanto isso, aqui na Casa Verde, um passarinho agonizante atirou-se, em vôo, contra os vidros de nossa janela e caiu morto aos pés da gente; em seguida, veio um beija-flor solidário, circulando o outro, como estivesse curioso, procupado com o companheiro, e, depois de constatar a fatalidade, ainda arranjou tempo de circular também em torno de nossas cabeças. Eu, que não entendi nenhum dos acontecimentos, por isso mesmo, concluí que a conexão existente entre eles deve ser minha incapacidade de compreender a vida, seus descaminhos, sua complexidade, seus enredos.
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